Este volume do selo Peixe-elétrico Ensaios é todo dedicado ao romance Memorial de Aires, de Machado de Assis. São ao todo sete ensaios, mais o posfácio assinado por Hélio de Seixas Guimarães, fruto de um encontro de críticos e pesquisadores reunidos em Lisboa, no ano de 2017. 1. Abel Barros Baptista e Clara Rowland – I can not, etc. 2. Humberto Brito – A expressão sem nome 3. Joana Matos Frias – Das negativas: preterição e ventriloquacidade no estilo-Aires 4. Amândio Reis – Viver é um ofício cansativo: biografia, escrita e apagamento em Memorial de Aires 5. Ariadne Nunes – Pare no D 6. Luciana Schoeps – O autor defunto Aires e as rasuras do manuscrito de Esaú e Jacob: postura enunciativa, narrador e imagem autoral 7. Pedro Meira Monteiro – Minados pelo tempo: sujeito e vontade no Memorial de Aires Posfácio: Sobre restos, rasuras, elipses et cetera (Hélio de Seixas Guimarães)
Jornalismo século XXI
R$14,90Jornalismo século XXI – O modelo #MídiaNINJA registra a trajetória inicial deste coletivo midialivrista, cuja história está ligada à dos vários coletivos espalhados pelo país e pelo mundo. Uma experiência que começou abalando o establishment da comunicação jornalística. Com seus smartphones, eles protagonizaram a grande novidade na cobertura das Jornadas de Junho.
Elizabeth Lorenzotti acompanhou esses acontecimentos durante 81 dias – entre 18 de junho e 7 de setembro de 2013. Quando explodiram as jornadas de protestos, conta a autora “entrei no Twitter e li: ‘Não precisamos de mídia partidarista, temos celulares!’. A tuitada daquele garoto, descobri em seguida, foi uma síntese perfeita de novos tempos na comunicação, para os quais a compreensão ainda é difícil.”
Os repórteres da mídia tradicional televisiva transmitiam do alto de edifícios, em razão da fúria dos manifestantes, que os expulsavam das ruas. Foi quando a autora encontrou no Facebook, a página N.I.N.J.A. (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação).
A Mídia Ninja chegou a picos de audiência de mais de 120 mil espectadores. E desde junho, em seis meses, atingiu cinco milhões de visualizações. Mas seu desempenho rendeu uma enxurrada de denúncias contra o coletivo que os abriga, o Fora do Eixo, e mais do que acaloradas discussões em artigos de jornais e revistas, e na rede. E, por outro lado, inúmeras reportagens em importantes órgãos da mídia internacional, do New York Times e Wall Street Journal ao El Pais, Le Monde, The Guardian e, até hoje, em muitos outros.
Do modelo analógico, ligado à lógica do líder de opinião, o mediador, emitindo do centro para a periferia – a Mídia de Massa – passa-se ao digital – a Massa de Mídias, a construção colaborativa de narrativas e conteúdos feitos por muitos atores que resulta em uma pluralidade de pontos de vista, como vários especialistas nos explicam ao longo deste livro.

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