Livros

Peso de papel

R$35,90

O livro, ao longo dos poemas em prosa, como os chama o autor, joga com o duplo sentido do título e da peça homônima, ao se alvoroçar com o papel que cumpre a literatura em sociedade dirigida pelo capital, tentando encontrar algum peso para o ofício que desempenha em meio à ventarola de novidades que alimenta o mundo do mercado.

Petaluma

R$14,90

Dentre as virtudes deste livro de contos, o segundo de Tiago Velasco, destaca-se em Petaluma o olhar sensível às questões do homem contemporâneo. Na narrativa que abre o livro, “Em pedaços”, acompanhamos o andar fraturado de um homem que acorda numa cama de hospital e que, com uma doença que desconhece, não tem o que fazer senão caminhar a esmo. A fragmentação de tempo e espaço e do próprio território psíquico do personagem trazem uma atmosfera becketiana que fisga o leitor já nas primeiras páginas.

Mais adiante, em “Reflexo” temos o homem niilista, sartreano, que abdica (por transgressão ou egoísmo?, se perguntará o leitor) de seu lugar social para viver conforme suas pulsões e demandas mais essenciais.

Tiago Velasco caminha, com destreza, (e esta é outra virtude deste livro), por diferentes gêneros e formatos narrativos: da sátira de costumes (“A morta de São José”) ao tragicômico (“Andrezza/ Ernesto”); do nanoconto (“Reflexo”) à narrativa mais longa, que incorpora ao texto de forma suplementativa, os registros jornalístico, cinematográfico e publicitário, o autor traz uma escrita polifônica e sintonizada com as aflições do homem (pós-)moderno.

Por fim, temos “Petaluma”, o conto (também novela, também poema, também autoficção) que fecha e dá nome ao livro. Um restaurante em que cidadãos de todos os lugares do mundo vão trabalhar como busboys é o cenário em que se desdobrarão as seculares e ásperas relações de classe, atualizadas aqui pela condição contemporânea ultraglobalizada.

Metáfora da condição desterritorializada do homem hoje, e escrito com linguagem econômica, direta e cortante, Petaluma irá te desterritorializar; na medida em que ser tocado e em entrar em contado verdadeiro com o outro (experiência que Tiago nos proporciona) já é sair de si.

Planejamento e políticas públicas no Brasil

R$19,90

Este Ensaio tem por objetivo resgatar as experiências de planejamento econômico e das políticas públicas no Brasil, a partir da II Grande Guerra, assim como destacar a falsa controvérsia entre planos e mercados no passado, no presente e no futuro do capitalismo no Brasil. É missão de todo processo de planejamento prospectar o futuro da economia e gerar cenários…

Poemas 1999-2014

R$19,90

Poemas 1999-2014 reúne os seis livros de poesia de Tarso de Melo (Santo André, 1976) e poemas esparsos mais recentes, marcando os 15 anos da edição do primeiro de seus livros, “A lapso”, de 1999, que foi seguido por “Carbono” (2002), “Planos de fuga e outros poemas” (2005), “Lugar algum” (2007), “Exames de rotina” (2008) e “Caderno inquieto” (2012), todos lançados originalmente em alguns dos mais prestigiados catálogos da poesia brasileira contemporânea. Nas palavras do poeta e crítico Guilherme Gontijo Flores, a obra de Tarso de Melo, “além de impressionar pelos poemas, o que mais chama atenção – a meu ver – é o percurso. Tanto o percurso interno dos livros, onde estão cada um dos poemas, quanto o percurso maior entre os livros (…). Esse percurso é marcado por uma crescente concretude (nada de concretismo) da linguagem e dos temas – Tarso faz parte de uma tradição de embate com o espaço urbano, de confrontamento direto com o presente, em que a poesia não serve de subterfúgio, escapatória, ou salvação. (…) É nesse mundo em conflito, permeado de dor e do desejo de poesia, que sua poesia caminha”.

Poemas Livres

R$4,90

Trajetórias e reflexões

Neste compilado de poemas, Mayara Lima conduz o leitor a olhar para dentro e para fora de si mesmo, de sua casa, de sua cidade e de seu país e a questionar-se sobre sua conduta, sua existência e seu futuro, bem como a de seus concidadãos e as futuras gerações.

Poemastros

R$37,90

Pra quem pensou em chamar de Naufragmentos seu primeiro livro de poemas, nada mais justo que tal título, à guisa de repetição sem fim do único livro que sempre damos a público. Público também permaneceu o desastre, aí, na fuça de todos, e engolfando todo mundo. “Tempo ainda de fezes, maus poemas”, diz o poeta maior drummondo, tempo de poemastros.

Poemitos

R$33,90

“Nos poemas aqui reunidos, o autor expõe o ritual de uma elaborada desconstrução do cotidiano, do lugar-comum, da melancolia, das ideologias em espiral, dos pesadelos da subjetividade, da loucura encenada, com a gana de/ ir justo até o fim/ o fundo de tudo,/ do poço, do fosso,/ do copo, do corpo.”

Excerto de Reynaldo Damazio, em orelha da edição impressa (2013).

Poesia e poética de Carlos Drummond de Andrade

R$14,90

Estudo clássico de John Gledson sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade é relançado pelo selo Peixe-elétrico Ensaios exclusivamente em formato digital. Edição revista e com prefácio inédito assinado por Vagner Camilo.

Poéticas do contemporâneo

R$9,90

A Coleção S/Z foi idealizada pensando em oferecer a pesquisadores e apaixonados por artes e literatura, ensaios e artigos, sempre inéditos, escritos por intelectuais de grande relevância da área de estudos culturais.

A ideia é colocar em cena o pensamento acadêmico de ponta antes mesmo de sua publicação definitiva em livros e revistas especializadas, promovendo assim o debate e a inovação com a agilidade que somente edições digitais em formato breve podem realizar.

S/Z é um convite ao que o pensamento da área de humanas tem de mais fascinante: repensar o mundo em toda a sua complexidade através da arte e da cultura.

Neste número a crítica literária Beatriz Resende discute a inserção da literatura brasileira na contemporaneidade. Num segundo ensaio, pensa a Poética a partir de Paul Valéry.

Poetrastes

R$37,90

O livro discorre muito sobre o país em que vive o autor, sobremodo nesta última quadra, neofascista, a qual o devastou de ponta a ponta, país e poeta. Imerso na barbárie, desacorçoado, emerge de corpo e alma, como que tentando se livrar do traste em cujo depósito nasceu, sobrevive e deve empacotar.

Polir Chinelo

R$38,90

A nova safra de poemas em prosa abriga porção razoável de poemas amorosos, com os quais, visivelmente, se deita e deleita o autor. Mas nem só de Eros vive o poemista em prosa, assegura Iná Camargo Costa: “O leitor que também se dispuser a polir este chinelo sem medo dos acidentes, vai tropeçar numa miniepopeia destes tempos desgovernados e destemperados, sempre resistindo à…

Por Conta Própria – Do desemprego ao empreendedorismo

R$54,90

Os bastidores da jornada que me salvou de morrer profissionalmente aos 40

Por Conta Própria mostra com riqueza de detalhes a cena efervescente em que a comunicação digital surgiu no Brasil, com o início da chamada blogosfera e todo o impacto que ela causaria no jornalismo e na publicidade…

Por debaixo da minha pele

R$36,90

Em Por debaixo da minha pele, Luciana Portolano transforma a poesia em travessia íntima. Seus versos nascem do encontro entre corpo e memória, entre ferida e cura, entre silêncio e voz. Ao longo do livro, a autora desnuda

Por que amo Rosa

R$9,90

A Coleção S/Z foi idealizada pensando em oferecer a pesquisadores e apaixonados por artes e literatura, ensaios e artigos, sempre inéditos, escritos por intelectuais de grande relevância da área de estudos culturais. A ideia é colocar em cena o pensamento acadêmico de ponta antes mesmo de sua publicação definitiva em livros e revistas especializadas, promovendo assim o debate e a inovação com a agilidade que somente edições digitais em formato breve podem realizar.S/Z é um convite ao que o pensamento da área de humanas tem de mais fascinante: repensar o mundo em toda a sua complexidade através da arte e da cultura.

Neste número o crítico Silviano Santiago declara o seu amor ao escritor Guimarães Rosa e explica os motivos.

Por que os loucos escrevemos livros tão bons?

R$14,90

“Gostei muito da ideia desse engolidor de vogais… estupenda!”
José Castello

“Gostei muito de Por que os loucos pela originalidade, pelo seguro domínio da forma, pela superposição de realidade e ficção, e pela temática.”
Moacyr Scliar

Por que os loucos escrevemos livros tão bons reúne quinze contos começando por um exercício narrativo cuja forma se assemelha ao tema subjacente a todas as narrativas do livro: o duplo. “O engolidor de vogais”, o primeiro conto, leva ao extremo a demanda por inovação de uma literatura que se autodenomina pós-moderna, erigindo em torno do personagem um muro de isolamento e alienação, que só faz afastá-lo dos potenciais leitores. “Wall Street Journal” é o diário íntimo de um escritor que encontra na doença mental um alívio para sua recusa em escrever, vítima de um misterioso mal cuja semelhança com o Bartleby de Melville parece perturbá-lo. “A pedra”, “O autista literal” e “Writer´s block”, cada um a sua maneira, descrevem escritores em situações-limite com o fazer literário e as saídas, ou melhor, os impasses que encontraram para dar sentido ao inominável em suas obras. “Ks”, “O caso Borges”, “O inconsciente de Schmitz” e “Maupassant” ficcionalizam a biografia de escritores como Kafka e Svevo a fim de examinar as relações entre loucura e escrita literária.

Na verdade, desde a primeira narrativa, passando pelo conto que dá título ao livro, espelho da vida e da obra do dramaturgo Qorpo-Santo, até “Interimário”, recorte biográfico nada lisonjeiro sobre o Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, o que mais chama atenção é o domínio da narrativa, cuja estrutura parece ter sido criada na medida certa para abarcar a superposição de realidade e ficção contidas nesses contos que se aproximam do absurdo da condição humana.

Pororoca-Cabogó

R$9,90

Cobogó é uma espécie de tijolo perfurado ou elemento vazado, feito de cimento, utilizado na construção de paredes ou fachadas perfuradas, com a função de quebra-sol ou para separar o interior do exterior, sem prejuízo da luz natural e da ventilação.

Pororoca é vocábulo que advém do Tupi Guarani e quer dizer estrondo, estouro, rebentação. Considerada como a devolução da água doce despejada no mar pelo rio Amazonas, a pororoca provoca estrondo tal, que toda a floresta, como prenúncio, fica silenciosa, aguardando a passagem imponente de suas ondas que podem alcançar altitude de até seis metros, a uma velocidade que pode variar de quinze a trinta quilômetros por hora. Sua causa deve-se à mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios quando aumenta a propensão da massa líquida dos oceanos, proporcionando grande barulho. Pode-se prever a pororoca com duas horas de antecedência, pois a força da água vinda da cabeceira provoca um barulho muito forte e inconfundível.

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