Autor(a)

Airton Paschoa

Autor de Contos tortos (1999), Dárlin (2003), Ver navios (2007), Banho-maria (2009), A vida dos pinguins (2014), Sonetos em prosa & Poemicos (2015), Citações (2016) e Levante (2017), todos pela Nankin, à exceção de Poemitos: juvenília (Dobra Editorial, 2013).

Com graduação em Jornalismo (ECA/USP) e mestrado em Literatura Brasileira (FFLCH/USP), conta publicações em órgãos de circulação nacional, como Folha de S. PauloEstadãoNovos Estudos CebrapRevista USP, Cult, Cinemais e Piauí. Tem no prelo da Nankin Polir chinelo e Cinema & literatura, e toca desde abril de 2018 blogue literário (airtonpaschoa.blogspot.com).

Livros do(a) Autor(a)

A vida dos pinguins

R$9,90

Estes pinguins de Airton Paschoa parecem aves, bichos, mas são humanos – especialmente humanos, fundamentalmente humanos, que é o que de fato interessa – aparentemente provenientes dos cronópios e famas de Júlio Cortázar e dos bichos-humanos subterrâneos nascidos de Kafka, mas talvez de outras origens, que falam de uma humanidade nos limites do quase nada, mas falam de si e de nós todos. Trata-se de uma fala de mínimos limites, de mínimos argumentos ou constatações, um mundo semifalante, como se a palavra…

Banho-maria

R$9,90

Nas águas de Ver navios (2007), este livro acolhe a mesma diversidade de formas breves. Os escritos (ao autor repugna a palavra “textos”) vão desde contos e crônicas, passando por poemas piadas ou poemas em prosa, até poemas tout court, sem prosa. O diálogo com Ver navios não é apenas genérico. Assim, “Fantasia coral” replica “A truta” schubertiana do outro livro…

O que talvez não se reproduz inteiramente é o estado de espírito do eu lírico-narrativo. À semelhança do primo mais velho…

Dárlin

R$9,90

Pequeno-burguês quarentão, paulistano, metido a intelectual e esquerdista, topa garota de programa meio misteriosa que o arrebata e conduz ao inferno e inferninhos da megalópole.

Vazada em primeira pessoa, Dárlin, de Airton Paschoa, é narrativa que implode as convenções da prosa, criando dos estilhaços e rastilhos uma linguagem vertiginosa, a um tempo poética e patética, oswaldianamente carregada de amor e humor. A ligá-los, e eletrizá-los, não falta o conhecido e oculto condutor humano: a dor.

Poemitos

R$9,90

“Nos poemas aqui reunidos, o autor expõe o ritual de uma elaborada desconstrução do cotidiano, do lugar-comum, da melancolia, das ideologias em espiral, dos pesadelos da subjetividade, da loucura encenada, com a gana de/ ir justo até o fim/ o fundo de tudo,/ do poço, do fosso,/ do copo, do corpo.”

Excerto de Reynaldo Damazio, em orelha da edição impressa (2013).

Sonetos em prosa & poemicos

R$9,90

Sonetos em prosa, que abre o volume, reage por assim dizer à impressão visual que tivemos, jovem ainda, ao deparar os sonetos shakespearianos. E quando digo impressão visual, não faço figura, é isto mesmo, impressão retida em retina, os catorze versos de negro no deserto da página luzindo, com seu dístico final entrado – e saindo da combalida caravana, à moda de beduínos se desgarrando sabe Alá por obra de qual miragem. Que diabos tem que ver com essa alegoria desengonçada o bardo inglês, não me perguntem. Que diabos também tinha eu de soletrá-lo com meu inglês vigário?! O que se pode perguntar, é o que sempre me pergunto, por que publicar “poesias” quem não é poeta? Quem nunca…

Teoria e prática do arrivismo em contos maduros de Machado de Assis

R$19,90

Em Teoria e prática do arrivismo em contos maduros de Machado de Assis, o crítico e poeta Airton Paschoa oferece ao leitor uma bem detalhada e instigante teoria do arrivismo, para na segunda parte deste livro, demonstrar de que forma essa prática atravessa certas personagens napoleônicas de importantes contos de Machado de Assis.

Com linguagem acessível, serve aos interessados na obra de Machado e a todos aqueles que buscam compreender as formas de sociabilidade e limites de classe da sociedade brasileira.

Ver navios

R$9,90

O projeto de Airton Paschoa parece inexequível, à semelhança do que ocorre com a vida que levamos. Vem daí o interesse dele, e dela. Afinal, como ser lírico se o mundo mal se deixa sentir e se aquele que deveria senti-lo almeja a proteção de uma toca? Enfim, “que louco aguentaria respirar ao ar livre, sob o sol que sonhamos, sozinho?”.

Trecho do prefácio do crítico de arte Rodrigo Naves.