Poesia

O Livro de Isólithus

R$9,90

Patrícia Claudine Hoffmann escama. Desfolha em Isólithus, personagem-ego, persona-poesia. Patrícia é suas visões, refletidas em Isólithus. O anjo que guarda a palavra azul. Adestradora de vazios, senhora das saídas, poeta habituada ao fazer do amor que não é carne.

O livro dos sentimentos

R$9,90

Ter que falar sobre poesia é uma missão inglória, a graça da coisa é escrever poesia. Tentar explicar a poesia é dedicar-se ao fracasso. A poesia é como os sentimentos, falamos muito sobre eles mas nunca os esgotaremos em explicações.

Escrever um texto para convencer alguém a ler um livro de poesias é, na mesma medida, estranho e improfícuo. A poesia deve ser chamada pelo coração. Se você ouve o chamado de uma voz da sua infância ou de um amor suspenso ou de um dia inconcluso; sinta a poesia.

O náufrago no istmo de Wu

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O náufrago no istmo de Wu espraia espasmos como as notas dissonantes de Charlie Parker. Pegar o pássaro em pleno voo, o onírico em plena deambulação e fazer com isso fábulas insólitas, riscadas, rabiscadas, significadas. Fábulas do reino animal, vegetal e mineral, objetivação de uma escotilha, de um tango, de uma orquestra. O planeta na hora da sesta, do ócio, do sonambulismo criativo que olha pela fresta do olho.

Karl tem razão: só as tempestades não envelhecem no istmo de Wu. Elas viram aluvião. Viram o menino Karl dando cambalhotas, o mundo de pernas ao avesso, e isso é arte, o que se mede sem começo.

Outras ruminações – 75 poetas e a poesia de Donizete Galvão

R$14,90

Esta é uma coletânea rara, feita em torno de temas essenciais à poesia: a amizade e a imortalidade. Assim, em vez de reunir poetas representativos de uma geração ou de dividi-los por regiões do país ou em movimentos artísticos, encontramos tão bem ordenada a produção de 75 poetas contemporâneos – a maioria brasileiros – apresentando o seu melhor e com uma solenidade inédita: trata-se de dialogar com os versos de 15 poemas de Donizete Galvão. O poeta que partiu na madrugada do dia 30 de janeiro de 2014, aos 58 anos, e que agora sobrevive tanto em seus versos, como renasce nos poemas desta antologia.

Em um dos seus “Ensaios” chamado “Da Amizade”, Montaigne, o famoso filósofo francês do século XVI, descreve o trabalho do muralista que pintava a grande parede de seu castelo. Dizia para que observassem que quase todo o trabalho eram arabescos que dirigiam a atenção para o tema central de sua pintura; e concluía que toda a sua obra, da vida inteira, eram os arabescos que escreveu e que levam a atenção do leitor para a ideia central: “O discurso da servidão voluntária”, ensaio de seu amigo Étienne de La Boétie.

A obra de Montaigne é caudalosa, monumental; enquanto o discurso de seu amigo possui apenas 37 páginas – e Étienne mais não fez porque morrera cedo.

Charles Sanders Peirce, matemático e semiótico norte-americano, do século XIX, defendia sermos imortais toda vez que alguém nos lesse e entendesse clara- mente nossas ideias, trazendo em pensamento a nossa visão do mundo.

Os 75 poetas desta edição também constroem arabescos voltados para os poemas de Donizete Galvão e se insurgem contra a sua morte: conversam com ele, o corporificam, o vivificam e o inesperado acontece: a poesia contemporânea derrota a morte de seu amigo poeta.

“Quem me lê me cria” – vaticina o verso de Donizete Galvão. E assim se fez nos diversos poemas, como diz Renan Nuernberger: “encontrá-lo outra/vez (Doni)/ nessa tarde/parada em/seu olhar (grave/ruminando/o mundo)”.

Esta é uma obra rara. Se não a mais completa, certamente a mais verdadeira reunião da poesia brasileira contemporânea.

LEANDRO ESTEVES e LEUSA ARAUJO

Passa pra dentro, menina!

R$14,90

Para começar, o título deste livro me pega pelo ouvido. É uma voz (imperiosa) que vem de longe, lá da infância. Passo pra dentro do livro e sigo o percurso poético/existencial de Olga Curado em busca de um encontro/reencontro consigo mesma, numa viagem de volta a um mundo de singelezas. Mas nem só de singelezas vive a poesia, muito menos este livro. A poeta se interroga, pergunta, apresenta os seus achados: (“a vida é paralela aos shopping centers”), sente vontade de comer melaço de rapadura em Goiás Velho, onde se pode (ou se podia) andar descalço, cumprimentar na esquina a menina que vendia banana ourinho, cantar na procissão de Nossa Senhora do Rosário… rezar um rosário! Na sua caminhada, passam os temas eternos, como o amor, a paixão, a liberdade, ou da atualidade, como a psicanálise, a aids e uma cosmopolita Babilônia revisitada chamada Central Park.

(trecho da apresentação, por Antônio Torres)

Peso de papel

R$35,90

O livro, ao longo dos poemas em prosa, como os chama o autor, joga com o duplo sentido do título e da peça homônima, ao se alvoroçar com o papel que cumpre a literatura em sociedade dirigida pelo capital, tentando encontrar algum peso para o ofício que desempenha em meio à ventarola de novidades que alimenta o mundo do mercado.

Poemas 1999-2014

R$19,90

Poemas 1999-2014 reúne os seis livros de poesia de Tarso de Melo (Santo André, 1976) e poemas esparsos mais recentes, marcando os 15 anos da edição do primeiro de seus livros, “A lapso”, de 1999, que foi seguido por “Carbono” (2002), “Planos de fuga e outros poemas” (2005), “Lugar algum” (2007), “Exames de rotina” (2008) e “Caderno inquieto” (2012), todos lançados originalmente em alguns dos mais prestigiados catálogos da poesia brasileira contemporânea. Nas palavras do poeta e crítico Guilherme Gontijo Flores, a obra de Tarso de Melo, “além de impressionar pelos poemas, o que mais chama atenção – a meu ver – é o percurso. Tanto o percurso interno dos livros, onde estão cada um dos poemas, quanto o percurso maior entre os livros (…). Esse percurso é marcado por uma crescente concretude (nada de concretismo) da linguagem e dos temas – Tarso faz parte de uma tradição de embate com o espaço urbano, de confrontamento direto com o presente, em que a poesia não serve de subterfúgio, escapatória, ou salvação. (…) É nesse mundo em conflito, permeado de dor e do desejo de poesia, que sua poesia caminha”.

Poemas Livres

R$4,90

Trajetórias e reflexões

Neste compilado de poemas, Mayara Lima conduz o leitor a olhar para dentro e para fora de si mesmo, de sua casa, de sua cidade e de seu país e a questionar-se sobre sua conduta, sua existência e seu futuro, bem como a de seus concidadãos e as futuras gerações.

Poemastros

R$37,90

Pra quem pensou em chamar de Naufragmentos seu primeiro livro de poemas, nada mais justo que tal título, à guisa de repetição sem fim do único livro que sempre damos a público. Público também permaneceu o desastre, aí, na fuça de todos, e engolfando todo mundo. “Tempo ainda de fezes, maus poemas”, diz o poeta maior drummondo, tempo de poemastros.

Poemitos

R$33,90

“Nos poemas aqui reunidos, o autor expõe o ritual de uma elaborada desconstrução do cotidiano, do lugar-comum, da melancolia, das ideologias em espiral, dos pesadelos da subjetividade, da loucura encenada, com a gana de/ ir justo até o fim/ o fundo de tudo,/ do poço, do fosso,/ do copo, do corpo.”

Excerto de Reynaldo Damazio, em orelha da edição impressa (2013).

Poetrastes

R$37,90

O livro discorre muito sobre o país em que vive o autor, sobremodo nesta última quadra, neofascista, a qual o devastou de ponta a ponta, país e poeta. Imerso na barbárie, desacorçoado, emerge de corpo e alma, como que tentando se livrar do traste em cujo depósito nasceu, sobrevive e deve empacotar.

Polir Chinelo

R$38,90

A nova safra de poemas em prosa abriga porção razoável de poemas amorosos, com os quais, visivelmente, se deita e deleita o autor. Mas nem só de Eros vive o poemista em prosa, assegura Iná Camargo Costa: “O leitor que também se dispuser a polir este chinelo sem medo dos acidentes, vai tropeçar numa miniepopeia destes tempos desgovernados e destemperados, sempre resistindo à…

Pororoca-Cabogó

R$9,90

Cobogó é uma espécie de tijolo perfurado ou elemento vazado, feito de cimento, utilizado na construção de paredes ou fachadas perfuradas, com a função de quebra-sol ou para separar o interior do exterior, sem prejuízo da luz natural e da ventilação.

Pororoca é vocábulo que advém do Tupi Guarani e quer dizer estrondo, estouro, rebentação. Considerada como a devolução da água doce despejada no mar pelo rio Amazonas, a pororoca provoca estrondo tal, que toda a floresta, como prenúncio, fica silenciosa, aguardando a passagem imponente de suas ondas que podem alcançar altitude de até seis metros, a uma velocidade que pode variar de quinze a trinta quilômetros por hora. Sua causa deve-se à mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios quando aumenta a propensão da massa líquida dos oceanos, proporcionando grande barulho. Pode-se prever a pororoca com duas horas de antecedência, pois a força da água vinda da cabeceira provoca um barulho muito forte e inconfundível.

Post streptum: espólio

R$68,90

Não se sabe se o livro, matéria delicada, há de integrar ou não a obra do autor defunto que (com estrépito de ensurdecer) abandonou o curriculum vitae em fins de 2022. Em tal caso trata-se de óbvio espólio, a par de bondade…

Profissão: poeta

R$14,90

Oito longas entrevistas com o poeta Armando Freitas Filho cobrindo um período de 15 anos estão no centro deste livro. Nas margens: uma seleção de poemas organizada pelo próprio Armando e um perfil biográfico do poeta escrito por Francesca Angiolillo.Porta de entrada para o universo poético e íntimo de um dos nomes centrais da poesia moderna brasileira. Labirinto da mente e do coração do artista.Prevendo a tentação de oferecermos este livro como uma espécie de “Armando por ele mesmo”, o poeta avisa: “Não se fie muito em quem introduz o seu próprio conteúdo nesses tempos contaminados e perigosos.” Fica o convite para que o leitor se arrisque nessas páginas de registros e tempos múltiplos.

Regras de fuga

R$7,90

Coletânea de poemas escritos entre 2008 e 2015, período no qual o poeta personagem usou experiências pessoais – solidão, divórcio, depressão, bebedeiras, homoerotismo etc. – como desculpa para escrever sobre o que considera ser uma condição do homem contemporâneo: um ser permanentemente em fuga de si mesmo. Fuga duplamente impossível, porque, desde já, configura também um retorno, mas um retorno sem objeto. Imerso nessa condição absurda, o poeta personagem não deixa, porém, de entrever os momentos de beleza que, raros mas insistentes, contaminam o caos da vida mundana.