Um romance epistolar a quatro mãos: duas personagens que teriam vivido um romance algo confuso – o adjetivo trêmulo talvez fosse uma boa metáfora – e cada um dos autores assumiu uma dessas partes. A história? Depois de muitos anos, casualmente, ele recebe o contato atual dela, de quem nunca se esquecera, mas que havia desaparecido do seu cotidiano. Desse ponto de partida, começaram a compor as cartas e-mails, afinal estamos no século XXI e a reagir às deliciosas provocações literárias. A escrita de um conduzia a resposta do outro. O processo foi tão natural que incluía frio na barriga quando uma nova mensagem chegava. E o que era um experimento mostrou-se, aos poucos, uma história repleta de verdade, complexa como o amor costuma ser, com reações verdadeiras e honestas a ponto de surpreender os primeiros leitores pela sensação de estarem lendo a correspondência de pessoas reais e conhecidas, amigas, suas confidentes.
Sonetos em prosa & poemicos
R$39,90Sonetos em prosa, que abre o volume, reage por assim dizer à impressão visual que tivemos, jovem ainda, ao deparar os sonetos shakespearianos. E quando digo impressão visual, não faço figura, é isto mesmo, impressão retida em retina, os catorze versos de negro no deserto da página luzindo, com seu dístico final entrado – e saindo da combalida caravana, à moda de beduínos se desgarrando sabe Alá por obra de qual miragem. Que diabos tem que ver com essa alegoria desengonçada o bardo inglês, não me perguntem. Que diabos também tinha eu de soletrá-lo com meu inglês vigário?! O que se pode perguntar, é o que sempre me pergunto, por que publicar “poesias” quem não é poeta? Quem nunca…


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