Um professor universitário, ao se aposentar, faz uma revisão de suas ideias, tentando superar a confusão; de sua vida profissional, tentando superar a sensação de fracasso; e de sua vida amorosa, tentando superar a decepção. Júlio Castelo Furtado é provocador, agressivo, politicamente incorreto, mas contundente em seu humor ácido. Ao refazer o seu caminho, sentado na “Quincas Borba”, acha que sempre agiu e foi tratado como um “idiota”, mas inventa um “bom sentido” para legitimar a sua idiotia. É a história de um amor interrompido na origem, que se conclui com o reencontro dos amantes na velhice, quando, após diálogos francos e sensíveis, finalmente, conseguem se separar. Mas será mesmo que conseguem?
comum de dois
R$11,90A fina ironia de Noemi Jaffe escapa às classificações tradicionais de gêneros literários.
Sessenta textos curtos escritos na forma de diálogos — em seu novo livro a autora mostra toda a sua destreza em manejar as armas do humor. Não qualquer humor, mas aquele fino e agudo, tão raro nos dias de hoje, que, segundo Wittgenstein, é toda uma visão de mundo.
Diálogos entre casais, que engenhosamente não revelam o gênero dos envolvidos, provocam o riso que leva à reflexão. Misturando a todo tempo questões em registro erudito com preocupações banais do cotidiano, Noemi entra de forma inesperada em alguns debates centrais deste início de século: a rapidez das novas mídias que não permitem o tempo necessário de meditação para a compreensão de questões abstratas profundas; o valor do conhecimento em tempos de self made man e autoajuda; o valor da comunicação como geradora de consenso para resolver problemas.
A autora consegue levar o leitor a locais inesperados, por meio de pinceladas rápidas e ágeis. Uma leitura deliciosa e divertida, mas, acima de tudo, extremamente pertinente para aqueles que querem pensar o destino da herança moderna em tempos de comunicação total.

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