Coletânea de poemas escritos entre 2008 e 2015, período no qual o poeta personagem usou experiências pessoais – solidão, divórcio, depressão, bebedeiras, homoerotismo etc. – como desculpa para escrever sobre o que considera ser uma condição do homem contemporâneo: um ser permanentemente em fuga de si mesmo. Fuga duplamente impossível, porque, desde já, configura também um retorno, mas um retorno sem objeto. Imerso nessa condição absurda, o poeta personagem não deixa, porém, de entrever os momentos de beleza que, raros mas insistentes, contaminam o caos da vida mundana.
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R$34,90O projeto de Airton Paschoa parece inexequível, à semelhança do que ocorre com a vida que levamos. Vem daí o interesse dele, e dela. Afinal, como ser lírico se o mundo mal se deixa sentir e se aquele que deveria senti-lo almeja a proteção de uma toca? Enfim, “que louco aguentaria respirar ao ar livre, sob o sol que sonhamos, sozinho?”.
Trecho do prefácio do crítico de arte Rodrigo Naves.


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