Livros

Mar nos pés

R$9,90

Nesse mar de aparente excessos, bom é sentir que a alma ainda pode se embriagar com a mistura de quintais, galinhas, caboclos, danças e devoção ao amor, onde a magia acontece e ali podemos “nos esvaziar de tudo com o auxílio do vento solto”, apenas.

É de coisas simples, comuns, em palavras ritmadas, que Rafael cria seu universo cheio de pistas para epifanias presentes no cotidiano – O vento sempre aparece no quintal, dando vida às roupas no varal.

Mário Peixoto antes e depois de Limite

R$19,90

O encanto me despertou para Limite (1931), encanto sempre mantido. Faço um recorte da vida de Mário Peixoto (1908-1992) a partir de sua homossexualidade, muitas vezes dita, mas pouco estudada. Trata-se de uma pesquisa em realização que teve como ponto de partida, em grande parte, material inédito como cartas, os Cadernos Verdes (diário da infância a 1935), Diário da Inglaterra (1927) e depoimentos de mais de setenta pessoas, entre amigos, parentes e contemporâneos de Mário Peixoto. Todo esse material inédito está no Arquivo Mário Peixoto, sendo que os diários só foram recentemente disponibilizados em formato digital.

A proposta seria apenas contribuir para minimizar uma lacuna em nossa bibliografia de uma leitura gay da vida de artistas brasileiros, e dos modernistas, em particular? Seria possível atualizar o passado a partir de um olhar queer não apenas por meio de uma história de representações de LGBTTQIA+ e de dissidências sexuais, mas de sensações? Seria uma experiência…

Medicalização do parto

R$50,00

Saberes e práticas

Passo a passo, através dos seus capítulos, este livro vai deslindando todo este movimento sociocultural do parto e nascimento no Brasil, apresentando as novas evidências científicas e convidando as mulheres e seus familiares a conhecerem, refletirem e compartilharem entre si e com os profissionais de saúde os seus projetos para o nascimento dos seus filhos. O desejo da mulher quanto ao tipo de parto que ela programou foi o fator mais importante para a sua realização com satisfação materna, como mostrado na

Medida por medida

R$14,90

Seleção de textos do crítico e professor Alcir Pécora, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, publicados na revista CULT. Pécora tem se destacado não apenas por seus trabalhos sobre Antonio Vieira e oratória sacra, como também por vir acompanhando e avaliando sistematicamente a produção literária, mas também das ciências humanas, nas últimas décadas, tanto do Brasil como de outros quadrantes. Atento para as tarefas, contingências e falências dos sistemas de criação e pensamento, é uma voz bem incomum no panorama contemporâneo. O volume conta ainda com um prefácio do professor de filosofia Denilson Cordeiro.

Meios e finais

R$14,90

Meios e Finais – Conversas em Princeton é muito mais do que um livro de entrevistas com Ricardo Piglia. Como afirma Paul Firbas (organizador da obra) no prefácio: “A conversa é um dos gêneros prediletos de Piglia para a interseção entre a crítica e a ficção, e para buscar, de alguma forma, escapar do lugar de enunciação da academia e das autoridades. Sendo assim, tais conversas, logo convertidas em textos de crítica, configuram também os capítulos imaginários de algum romance epistolar entre amigos.”

A publicação surgiu a partir de uma roda de conversa, que aconteceu em novembro de 2010, entre o autor argentino e os professores e críticos literários Paul Firbas, Pedro Meira Monteiro e Fermín A. Rodríguez, sobre temas como cinema, política, tecnologia, leitura e controle social.

O título faz parte do selo Peixe-elétrico Ensaios, que apresenta ao leitor de língua portuguesa um conjunto de intervenções críticas em formato e-book.

Memória escrita

R$14,90

Referência no mercado da moda brasileira, dona de marcas famosas na década de 1980 e 1990 como Lucienne Phillip, pouca gente sabe que Zofia Davidowicz tem uma história de resiliência e sobrevivência como poucos. Zofia sobreviveu à perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial graças à mãe, que a deixou aos cuidados de uma família e, em seguida, de madres de um orfanato católico na Inglaterra. Separada da família por três vezes, todos finalmente se reuniram no Brasil, onde encontraram abrigo e construíram a vida na indústria de confecção. O livro partiu do diário da autora e conta sua trajetória de vida pessoal e profissional, como estilista. Um depoimento sincero e fascinante.

Memórias de um tempo não vivido

R$0,00

Neste quase romance, a autora narra sua história familiar a partir de cartas trocadas entre seus pais durante um longo e obrigatório período de separação. Como os acontecimentos ocorreram nos primeiros quatro anos da autora – e meio século antes disso –, pode-se dizer que se trata também de um livro de quase-memória.

Memórias póstumas de Brás Cubas

R$9,90

Memórias póstumas de Brás Cubas marca o início da chamada segunda fase da produção do maior escritor brasileiro, Machado de Assis. A partir desta obra, o leitor tem acesso a uma extravagância ficcional, em que um “autor-defunto” narra suas peripécias, condição que abre possibilidade para problematizar a existência humana e o mundo que a cerca. A novidade de procedimentos de composição, a interpelação desabusada do leitor e a mediocridade do herói fazem com que essa obra seja de grande originalidade na história da literatura mundial.

Menu di funghi: 100 receitas

R$36,00

Silvia Percussi, que mantém uma cozinha com base no saber artesanal – quem conhece a Vinheria Percussi sabe bem os resultados disso –facilita a vida dos leitores-aprendizes com dinâmicas de preparo práticas e completas, sem deixar dúvida. Focando em um ingrediente ainda pouco degustado no Brasil, Menu di funghi faz surgir todo um novo e delicioso universo para o público brasileiro.

Boa leitura, buon appetito!

Metáforas do tempo: a grande noite

R$9,90

Talvez a vida seja curta ou longa demais; e sua linearidade fria comece a se confundir, daí onde era metal e pedra, surge, raízes, ramos e bulbos. Das certezas ao vácuo. Assim se reconfigura aquilo que chamamos de realidade e se reconfigura, formando uma nova teia de sentido. De repente, o que tanto prezávamos se esvai e o sentimento de perda se conforta ao nosso lado.

Qual a novidade?

A obra de Pedro da Mota Pereira, Metáforas do tempo: a grande noite, está prenhe dessas questões, porém não pretende respondê-las. Por vezes as amplificam até torná-las insuportáveis. Cumpre assim um dos destinos da arte: ir contra a reificação humana.

Num de seus poemas, o autor nos oferece um olhar privilegiado sobre trabalhadores de um porto qualquer, congela o tempo, e vemos gotas d’agua evaporando (em suas palavras: …se esvaindo). Imediatamente retornamos desta perspectiva de olhar onisciente e caímos… (como o tombo do anjo divino?), sobre nossa própria vida. O eu lírico, assim nos convida a nos dar outra chance.

Dotado de humanismo marcante, Metáforas do tempo: a grande noite, é orgânico – ainda que digital – e tem grandes requisitos para se tornar livro de cabeceira de seus leitores.

Mil tons – O meu Millôr

R$16,00

Mil tons – O meu Millôr é uma biografia singular. Já no título podemos notar a marca da subjetividade. O jornalista Alberto Villas acompanha a trajetória de Millôr desde O Cruzeiro, quando Villas ainda era uma criança vivendo em Minas Gerais.

Nunca deixou de seguir os passo de Millôr: de Paris ou de São Paulo, recortando as páginas do humorista nas revistas Veja, IstoÉ, O Pasquim e em diversos jornais.

Nesta biografia afetiva encontramos o gênio de Millôr Fernandes por inteiro: desenhista, tradutor, frasista, dramaturgo, poeta, fabulista e, principalmente, um grande humorista. Também conhecemos uma geração fortemente influenciada por sua pena. Nos momentos mais duros da história recente brasileira, lá estava o humorista carioca aliviando a barra de uma geração que sofria com as privações impostas pela ditadura militar. Acompanhamos também a redemocratização do Brasil, os anos FHC e a chegada do PT ao governo.

Nesse movimento de se colocar como interlocutor do biografado, sem com isso abrir mão do rigor bibliográfico, Alberto Villas toca em um dos pontos mais sensíveis da crítica cultural atual: a recepção das obras.

Este é também um livro de história do Brasil. Incomum. Os fatos do país e do mundo estão filtrados pela forma que toda uma geração leu, riu e consegui tocar em frente, graças às tiradas semanais de Millôr Fernandes.

Como diz o autor do livro: “O meu Millôr que apresento neste livro é uma figura única. Se surgir algum parecido, recuso imitações.”

Com prefácio de Paulo Werneck, curador da FLIP na ocasião em que Millôr Fernandes foi o homenageado principal do evento.

Modos inacabados de morrer

R$14,90

Finalista Prêmio São Paulo de Literatura 2017.

“Você sabe o que é ter treze anos, e vivenciar as asperezas da escola, e se apaixonar pela primeira vez, e ter um corpo que não lhe pertence completamente, que nem sempre obedece ou acomoda. Por isso, enquanto Santiago, o protagonista de Modos inacabados de morrer, não consegue se habitar de todo, premiado na loteria da vida com a inadequação extra da narcolepsia, nós, os leitores, vamos entrando na intimidade dessa juventude que todos encontramos em nós. Capturados pelo ritmo da narrativa, pelas delicadezas deste romance de formação e também pela escolha do autor, saborosa e ainda um tanto rara, de contar a história na segunda pessoa. Aqui, o livro bebe do Bildungsroman moderno e das narrativas contemporâneas que também elegem esta perspectiva narrativa, dialogando, por exemplo, com um dos melhores contos de David Foster Wallace de uma maneira bem íntima.”– Moema Vilela

Moedor de carne

R$29,90

Moedor de Carne é uma coletânea de 64 contos escritos por Eduardo Lisboa, com ilustrações do próprio autor.

Os personagens que habitam e narram os contos interagem com as situações banais do cotidiano de forma performática e às vezes, absurda. Fazem isso com naturalidade e tédio. Alguns moram sozinhos em apartamentos, sentem falta de alguém, querem uma motinha com franjas coloridas no guidão ou gostam do cheiro de fumaça. Outros querem companhia para dividir como faxinam a casa, como aprenderam a falar francês ou como fazer um barquinho de papel.

O leitor adquire intimidade e imerge nesse conjunto de particularidades que ao longo da leitura vai se moldando e fazendo sentido.

Moinho

R$4,90

“Um dia, segui meu pai até a praça em frente à nossa antiga casa – sob o risco de perder-se, já não podia caminhar sozinho. Sentamos em um dos bancos de concreto e ele pegou na minha mão. Começou a tremer como um cão ferido e me abraçou. Disse: eu tenho medo. Medo, pai? Medo. I want to go back home.”

Numa narrativa fragmentada, Julia de Souza constrói um painel de vidas enviesadas, onde a beleza se esconde atrás de um véu difícil de ser penetrado.

Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

Montado no ponteiro grande do relógio

R$14,90

Livro de estreia de Ricardo Filho para o público adulto, lançado exclusivamente em formato digital, Montado no ponteiro grande do relógio recupera a tradição do flâneur: figura que vaga despreocupadamente pela cidade encontrando ao acaso diversas possibilidades de construção de significados. Diferentemente da celebração da metrópole proposta pelo flâneur típico da Belle Époque, Ricardo Filho sabe que a cidade contemporânea acabou por catalisar todas as angústias e crises ainda não evidentes durante aquele início festivo da modernidade urbana. Não haveria mais o que celebrar. Ou haveria?

Com escrita seca e econômica, e certa casmurrice, Ricardo Fillho escreve minicrônicas que a todo momento nos fazem questionar quem é esse narrador que adora Rolling Stones, se entristece com os rumos da cidade de São Paulo e que, apesar de encontrar pequenas alegrias no cotidiano de cidades interioranas, é um homem urbano por natureza. Misturando ódio e lirismo, e um tipo de humor cada vez mais raro porque altamente reflexivo, identificamos no narrador do livro um sujeito capaz de concentrar e expressar todas as dores e as delícias de se viver a experiência caótica, mas irresistível, da vida na cidade.

Se muito do que foi prometido pelos famosos andarilhos parisienses de 100 anos atrás nunca se cumpriu, é certo que Ricardo Filho nos leva a refletir sobre a possibilidade de ainda se celebrar a vida na cidade mesmo com tantas frustrações. Apenas em meio ao caos urbano é possível criar um mínimo de sentido para as nossas vidas neste início de século.

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