Ficção

Coletânea

R$40,00

O que sentem, pensam e fantasiam os maiores de 50, 60, 70, 80, 90 e mais, diante da tela em branco.

“Precisamos de uma tela em branco”, decidiu o psicanalista e dramaturgo Sergio Zlotnic, em um encontro de amigos. Nascia ali o Clube dos Escritores 50 +, um espaço livre e aberto para acolher a imaginação dos escritores maiores de 50.

E o resultado dessas experiências é uma coletânea de contos, crônicas e poemas, produzidos por um grupo de velhos incríveis…

Colisões bestiais (particula)res

R$69,90

“Bichos grandes e pequenos, bichos que andam na cabeça (por cima e por dentro). A linguagem rápida; as frases descrevem, acertam nos eventos observados com olho clinico. Olho que se mexe. Mendigos e muchachas subnormais, mulheres que…” Gonçalo M. Tavares

Como escovar os dentes num incêndio

R$45,00

O livro que se anuncia à maneira de um manual é, pelo contrário, uma coleção sensível de retratos de personagens. O olhar está atento às pessoas com que cruza, sejam elas reais ou imaginárias. Uma mulher feita de feixes de setas, apontando para todos os lados; um escritor composto por cheiros guardados em frascos; alguém que equilibra seu segredo em dois pés que não poderiam ser…

comum de dois

R$11,90

A fina ironia de Noemi Jaffe escapa às classificações tradicionais de gêneros literários.

Sessenta textos curtos escritos na forma de diálogos — em seu novo livro a autora mostra toda a sua destreza em manejar as armas do humor. Não qualquer humor, mas aquele fino e agudo, tão raro nos dias de hoje, que, segundo Wittgenstein, é toda uma visão de mundo.

Diálogos entre casais, que engenhosamente não revelam o gênero dos envolvidos, provocam o riso que leva à reflexão. Misturando a todo tempo questões em registro erudito com preocupações banais do cotidiano, Noemi entra de forma inesperada em alguns debates centrais deste início de século: a rapidez das novas mídias que não permitem o tempo necessário de meditação para a compreensão de questões abstratas profundas; o valor do conhecimento em tempos de self made man e autoajuda; o valor da comunicação como geradora de consenso para resolver problemas.

A autora consegue levar o leitor a locais inesperados, por meio de pinceladas rápidas e ágeis. Uma leitura deliciosa e divertida, mas, acima de tudo, extremamente pertinente para aqueles que querem pensar o destino da herança moderna em tempos de comunicação total.

Conta-gotas: Máximas & reflexões

R$0,00

Conta-gotas apresenta a produção de máximas e reflexões do professor de literatura brasileira da Universidade Princeton, Pedro Meira Monteiro.

Num tempo já marcado pela forma condensada e pela rapidez das novas mídias, Meira Monteiro atualiza a longa tradição de se escrever aforismos para refletir sobre os tempos fragmentados do novo século.

Gota por gota, palavra por palavra, a contemporaneidade é pensada através do filtro da literatura: “O fim é o fim da poesia”.

Segundo Fernando Paixão – que assina a apresentação –, “Em doses mínimas, o veneno faz bem ao intelecto”.

Contos do divã

R$14,90

A ideia de escrever sobre psicanálise é antiga. O meu desejo era o de compartilhar com os colegas um tipo de experiência pouco usual entre nós, ou seja, falar de modo coloquial sobre o fazer psicanalítico. Interessava-me também levar o assunto para fora de nosso campo, abrir fronteiras a pessoas interessadas, mas não afeitas à linguagem técnica.

Contos hispano-americanos fantásticos, frágeis, fatais

R$14,90

Contos hispano-americanos fantásticos, frágeis, fatais reúne em um só livro Rubén Darío, nicaraguense criador do modernismo em língua espanhola, Leopoldo Lugones, insuperável literato argentino e o mexicano Manuel Nájera. Três expoentes da literatura modernista revelam em seus contos o ambiente do início do século XX, onde a busca por novas formas, a descoberta do Oriente e o questionamento da racionalidade científica tornam o período um dos mais criativos de toda a cultura ocidental.

Seus contos fantásticos, frágeis e fatais são a semeadura do realismo mágico e do fantástico, da crítica social, e de uma nova maneira de se expressar. Conhecê-los é achar o que há de melhor na América hispânica, nos aproximando de nossos vizinhos pela via simbólica: um caminho cheio de espanto.

O intercâmbio de ideias que fervia no período ocorreu também nos países hispano americanos do continente inaugurando a modernidade em língua hispânica e iniciando o modernismo – ainda parnasiano – antes das vanguardas que veríamos no Brasil apenas em 1922. Um prazer entender o período a partir de tão vigorosos contos, tão diversos e tão próximos de nós.

Contos que conto

R$9,90

O livro Contos que conto foi um dos premiados na categoria conto da “V Bienal Nestlé de Literatura Brasileira” em 1991 e publicado, como parte do prêmio, pela Editora Estação Liberdade. Esgotado, o livro agora sai no formato e-book pela e-galáxia. Assim se referiu ao livro o escritor e crítico Muniz Sodré:

“Há uma espécie de “minimalismo” nos contos de Flávio Coelho, que consiste não no mero encurtamento dos textos, mas em insuflar na prosa o espírito da economia de meios e da repetição calculada de situações, de tal maneira que o tema vibra constantemente sob as frases. E aí está uma virtude de escritor: provocar isomorfismo entre a forma e a fabulação, para que permaneçam no leitor o tom, a eventual musicalidade do texto. 

Isso é muito evidente em contos como “Postal” e “Quatorze toques, geralmente”, não tão evidente em outros (onde às vezes a linguagem se enrijece por certos anacronismos de expressão), mas não há dúvida nenhuma de que em “Contos que conto” acontece essa intervenção singular na língua a que se tem chamado de estilo. O universo homogêneo e recorrente que emerge da criação é o nosso velho quotidiano, perscrutado com lente especial. 

Não deixa de ser reconfortante verificar que, em meio à crise da palavra escrita e à banalização da narrativa pelo lixo literário, a literatura resta, germinal, como semente de verde na fresta do asfalto.”

Contos tortos

R$39,90

Em segunda edição, revista e modificada, seguida de Apêndice (“As margens plácidas & O brado retumbante”), Contos tortos, datando de 1999, foi livro de estreia do autor. E a “tortidão” em tudo que faz, como se tem visto, e aqui em se tratando de contos, atesta uma casta de marca de nascença.

Convivência

R$4,90

Carola Saavedra mostra em Convivência porque é uma das autoras mais instigantes da nova geração: uma história sutil e delicada que esconde/desdobra inúmeras possibilidades.

Carola nasceu em Santiago do Chile, em 1973, e veio com a família para o Brasil três anos depois. Morou na Alemanha, onde concluiu um mestrado em comunicação, e também na Espanha e na França. Hoje vive no Rio de Janeiro e é escritora e tradutora. Recebeu o prêmio APCA de melhor romance pelo livro Flores azuis (Companhia das Letras, 2009). Está entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta e, entre outros títulos, publicou O inventário de coisas ausentes (Companhia das Letras, 2014).

Formas Breves é um selo digital dedicado ao gênero conto. Seu único princípio é a qualidade. Com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa, Formas breves é um ancoradouro desta galáxia chamada conto.

Coração, cabeça e estômago

R$9,90

Quando Coração, cabeça e estômago foi publicado, em 1862, o nome de Camilo Castelo Branco já estava assegurado como importante escritor, um dos primeiros de seu tempo capazes de viver exclusivamente da escrita.

O livro é dividido em três partes, como sugerido pelo título, e apresenta uma crítica aguda e satírica dos arranjos sociais de aparência e da busca da riqueza a qualquer custo.

Crimes em vermelho

R$7,90

Todas as vidas, por mais simples que possam parecer, guardam segredos e, invariavelmente, eles são a causa de todas as mortes. O que existe em comum entre obras de arte, dois corpos mutilados em forma de cruz e um líquido vermelho? Aparentemente nada os liga, exceto aquilo que se encontra no passado obscuro, nas profundezas da alma. E é esse quadro de destruição e morte que encontram o investigador Ulisses e o misterioso Dr. Foster, um psiquiatra forense que almeja ser uma estrela da literatura. Eles devem encontrar o autor dessas atrocidades, isso se ele não os encontrar antes. Crimes em vermelho é a saga desses dois homens que buscam respostas para tantas perguntas, além de se depararem com tantas surpresas e reviravoltas inesperadas ao longo de sua insólita aventura.

Crônica de segunda

R$11,90

Crítico e cronista, Victor da Rosa vem despontando como uma das presenças mais animadoras das novas gerações. Bastante desenvolto para sugerir diálogos entre fragmentos da cultura erudita ou não e registros de toda ordem da experiência social e pessoal, conhecendo a tradição do gênero crônica no Brasil, Victor da Rosa assina há tempos uma coluna no Diário Catarinense em que mistura crônica, crítica, diário e ensaio, cobrindo um arco que vai desde os acontecimentos mais comezinhos aos grandes temas que mobilizam a sociedade. E isto tudo com singular humor.

Crônica por quilo

R$19,90

Sátira política, crítica aos costumes, paródias, microrrelatos, poesia engraçada, aforismos, contos surreais, ficção científica de humor, personagens improváveis. Tudo a serviço da avacalhação ampla, geral e irrestrita; já que, “quando não se pode construir nada de bom, o que nos resta é esculhambar”, defende o cronista.

Sobre Carlos Castelo, que também foi fundador do grupo musical Língua de Trapo, pouco se sabe. E, dizem, ele aprecia isso. Luis Fernando Verissimo assevera que trata-se de uma raridade no panorama da crônica brasileira. Ruy Castro costuma dizer que, quando quer rir e se irritar, lê uma máxima de Castelo. E o crítico literário Manuel da Costa Pinto o coloca no mesmo rol de Millôr Fernandes e Verissimo, pelo “faro para o cômico e para as contradições do presente – satirizados na linguagem do presente”.

Confira nessa insólita reunião de 88 crônicas se o que atestam sobre Castelo é verdade. Nos tempos de hoje, mesmo com tantas louvações, nunca se sabe o que é real e o que é Fake News. 

Crônicas da Bruzundanga

R$20,90

Os textos selecionados para esta edição tratam, por um lado, daquilo que Lima Barreto chamava de literatura militante, e, por outro, como essa atuação acontecia nos periódicos. Nesse sentido, o leitor tem aqui uma mistura de ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor naquele princípio de sociedade de massa no Brasil. Junto com a caricatura, a fotografia e o cinema, a literatura breve era, naquele momento, um dos meios mais eficazes nos esforços de comunicação de massa. Lima Barreto vê nesse novo contexto uma possibilidade de utilizar a arte literária como motor de mudança de mentalidades, focando principalmente o público de trabalhadores de colarinho branco que surgiam naquele momento, muitos deles recém-alfabetizados, e que se espalhavam pelos subúrbios das grandes cidades ou viviam em outras regiões do país.

O conto “A nova Califórnia” inicia a seleção que aqui apresentamos. A versão que trazemos a público pela primeira vez foi publicada originalmente na Revista Americana em março de 1911, e é não só um exemplo da intensa relação que o autor manteve com a imprensa e de sua perspectiva sobre o que significava fazer literatura na emergente sociedade de massas, mas também de sua crescente reputação no meio literário da época.

O ensaio “A literatura militante de Lima Barreto”, de autoria do pesquisador e organizador desta obra, Felipe Botelho Corrêa, abre o livro.

Curriculum Vitae

R$9,90

Cada um dos 50 capítulos de “Curriculum Vitae” representa uma das 50 perguntas mais frequentes em entrevistas de emprego. De um lado uma entrevistadora, de outro mais um desempregado. Tudo muito corriqueiro, não fosse o entrevistado ser Antônio Lobato dos Reis, um homem que não gosta de trabalhar e que não faz a menor questão de esconder isso. Com a premissa de que vida nenhuma cabe num curriculum vitae, o ultra-sincero Antônio vai nos contando da sua, tão complexa como todas, pelas horas que duram sua dança de passos nada ensaiados entre ele e sua entrevistadora.

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