Fabrício Hoffmann é uma afronta. Um homem culto, com formação acadêmica, que conhece bem as farsas e a podridão da alma humana. Neste livro de estreia, ele expõe o ridículo e o erudito de todos nós, nossas vaidades e desejos, em doze contos de afetos sórdidos, amores casuais e ódios monogâmicos.
O pai paranoico, o filho abusado, o marombeiro nervoso e o padre tarado são tão patéticos e reconhecíveis quanto o editor frustrado ou o escritor maníaco por um prêmio Jabuti. A fauna pintada por Hoffmann está sempre no risco, sempre ultrajante e, por isso mesmo, é sempre fascinante.
Hoffmann foi uma grande surpresa que minhas leituras críticas me trouxeram recentemente, escritor com personalidade inconfundível, rigor e humor. É alta literatura sobre baixezas, de um novo autor que tem histórias para contar, sabe aonde quer chegar e vai longe.
Santiago Nazarian


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