R$78,90

Sinais dos tempos

ISBN: 9788584744602

Formas culturais e sociais contemporâneas

O que as formas culturais contemporâneas revelam sobre o mundo em que vivemos? Como romances, filmes, peças teatrais e poemas registram – ou procuram compreender – a experiência histórica de uma época marcada pela precarização do trabalho, pela gestão permanente da crise, pela ascensão de novas formas de autoritarismo e pelo enfraquecimento dos horizontes coletivos de transformação? Essas são algumas das questões…

Formas culturais e sociais contemporâneas

O que as formas culturais contemporâneas revelam sobre o mundo em que vivemos? Como romances, filmes, peças teatrais e poemas registram – ou procuram compreender – a experiência histórica de uma época marcada pela precarização do trabalho, pela gestão permanente da crise, pela ascensão de novas formas de autoritarismo e pelo enfraquecimento dos horizontes coletivos de transformação? Essas são algumas das questões que atravessam os ensaios reunidos em Sinais dos tempos.

Resultado das discussões desenvolvidas pelo grupo de pesquisa Formas Culturais e Sociais Contemporâneas, da Universidade de São Paulo, o volume reúne estudos que investigam as relações entre produção cultural e imaginário social no Brasil contemporâneo. Partindo da convicção de que as obras artísticas não apenas refletem a realidade, mas também elaboram criticamente suas contradições, os autores examinam romances, filmes, experiências teatrais e produções poéticas que ajudam a decifrar os impasses de nosso tempo.

Ao longo do livro, leitores encontrarão análises de obras de Rubens Figueiredo, Joca Reiners Terron, Kleber Mendonça Filho, João Moreira Salles, Marília Garcia e Ana Martins Marques, entre outros, além de reflexões de dois dos mais importantes intérpretes da contemporaneidade: Paulo Arantes e Anselm Jappe.

Em conjunto, os textos compõem um amplo painel crítico sobre temas como figurações de classe, periferia, colapso ambiental, violência social, cultura política e as possibilidades – ainda abertas – de imaginar outras formas de vida coletiva.

Num momento em que a experiência do presente parece comprimida entre a urgência permanente e a sensação de ausência de futuro, Sinais dos tempos convida o leitor a observar, nas formas da cultura, não apenas os sintomas de uma época, mas também as fissuras pelas quais novas interpretações e novos horizontes podem emergir.

1 review for Sinais dos tempos

  1. e-galaxia

    Paulo Arantes decompõe o desmanche do Brasil pio e vil que vem vindo aí
    Folha de S.Paulo por Mario Sergio Conti

    O título do ensaio é “A cara feia da próxima nação brasileira: esquema de um mau encontro”.

    Com frases serpenteantes e interpolações em cascata, Arantes faz crítica artística, considerações filosóficas e analogias históricas para encetar um diálogo entre ele e “uma linhagem nascente de ensaístas militantes interessados em mapear e interpretar a nova cena ‘religiosa’ brasileira”.

    Ao longo de 80 páginas, o filósofo decompõe a chocante conformação brasileira do século 21. […]
    anomia social, precarização lancinante do trabalho, violência cotidiana, ressentimento político e, como corolário da nova configuração, o pio evangelismo arrasa-quarteirão.

    Duas abordagens se destacam. Uma é da ficção de Chico Buarque, que sondou a ruína moral, o colapso da convivência popular e a perda do sentido histórico. A outra é a pasmosa louvação gospel de Caetano Veloso. Enquanto Chico falou do embaraço com o povo evangélico que esconjurou o progressismo, Caetano aninhou-se gostosamente no regaço neopentecostal e entoou “Deus Cuida de Mim”, hit do pastor Kleber Lucas.

    Do “cada um por si e Deus contra” do “Macunaíma” filmado por Joaquim Pedro de Andrade, chegou-se a “Deus cuida de mim”. O Brasil terminou sua formação e não tem nada de perigoso; é divino, maravilhoso.

Add a review